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domingo, 8 de junho de 2014


E lá se vão quase dois meses sem celular. Quer dizer, sem um número de celular funcionando porque o aparelho, este sim estava funcionando perfeitamente. Bastava uma senha de um wi-fi qualquer e pronto! Conseguia checar meus e-mails, visitar sites, bisbilhotar o Facebook, Instagram, Pinterest, Tumblr e ainda bater-papo via Whatsapp. 

Então, eu não posso dizer que fiquei tão offline assim, certo? Caso algo urgente acontecesse eu não estava totalmente desconectada do mundo. Mas ainda assim a reação das pessoas eram: “- Nossa! Como assim? Como você está se virando?! Como isso, como aquilo?”. E com toda essa pressão por ter que estar disponível me fez pensar em como é chato ter que estar disponível sempre! Por que é tão estranho eu estar sem um número de celular funcionando se é cada vez mais raro eu receber uma ligação? Aliás, meu celular costuma vibrar muito mais vezes pelas mensagens que recebo do Whatsapp e do Facebook do que por ligações.

Dias atrás eu estava lendo algumas matérias e descobri que existe uma expressão chamada FOMO que significa: fear of missing out. Refletindo sobre mim, e em quanto tempo tenho perdido em redes sociais, simplesmente olhando incansavelmente o feed do Facebook ou clicando em perfis alheios de forma aleatória, percebo que por vezes tenho essa sensação: de que estou perdendo várias coisas interessantes, que não estou sendo rápida o suficiente para me informar como os demais, e ainda quando me dou ao luxo de curtir um ócio em casa num fim de semana (entenda ficar o dia todo de pijama) ao ver que amigos meus estão aproveitando muito mais do que eu, bate aquela sensação de que eu poderia estar fazendo muito mais, curtindo muito mais, viajando muito mais, e sinceramente nem sempre é verdade. 

Acho que vou aproveitar o gancho dessa minha experiência em ficar sem celular e vou tirar umas férias do Facebook acredito que poderá me ajudar a aproveitar mais meu tempo livre. Estou querendo voltar a ler mais, me dedicar a projetos engavetados e aos novos que estão florescendo, escrever mais, desenhar e descobrir coisas novas que não necessariamente se encontram no feed do Facebook. Mas que fique claro: isso não é uma apologia contra a internet, pelo contrário! Estou querendo aproveitá-la melhor também! Afinal tem tanto site e blog legal que merecem mais o meu tempo e minha atenção do que o meu próprio perfil no Facebook. Mas uma coisa é certa, só terei que me preparar para enfrentar o novo questionário de perguntas! :P

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

(nó)stalgia

Meu coração acelera, 
bate apressado.

Saudade da brisa e do solo,
que um dia foi meu lar.

Saudade de abraços.
De conversas a fora,
de papo pro ar.

Meu peito apertado,
contrai e retrai.
Dando-se conta:
sentimentos teimam em ficar.

Tic-tac frenético,
me faz lembrar o tal relógio.
Indicando: - já é hora de voltar!

Vou-me embora, pois,
estrangeira agora eu sou.

Vou-me embora,
e levo comigo essa saudade
que nunca me deixará.

domingo, 3 de outubro de 2010

quando entendemos que é hora de voltar...

da varanda de casa em um dia nublado, mogi das cruzes - out/2010

Acho que tudo na vida acaba tendo um prazo de validade. Um tempo determinado.

Posso estar enganada, e me surpreender em algum momento, mas até hoje tenho tido experiências suficientes que me levam a crer nesta minha convicção. 

Depois de quase 3 anos anos morando em Mogi das Cruzes, chegou a hora de retornar a capital, tomar novos rumos, iniciar novos projetos, viver outras coisas. 

Ansiosa pelo retorno. Ansiosa pelo novo, de novo.

Afinal, na medida do possível, temos sempre que entender quando devemos fechar ciclos para finalmente iniciar outros... 

terça-feira, 8 de setembro de 2009

mudanças


às vezes, basta você se deparar com uma escolha a se fazer, para perceber que estava levando toda a sua vida de forma rotineira.

aí você percebe que se quiser, pode mais do que almejava a uns dias atrás. basta ter vontade e seguir com honestidade.

percebe também, que só reclamar não te leva a lugar algum. é preciso correr atrás. anunciar aos quatro cantos do mundo seus novos, quem sabe antigos propósitos, talvez eles estivessem apenas adormecidos ou só esquecidos por um tempo enquanto você só se ocupava com contas a pagar.

às vezes, basta ser apenas você. fazer aquilo que acredita, da forma em que acredita e sempre da melhor maneira, como se fosse a última, talvez sua única chance.

mas..., antes de tudo isso, é preciso ter fé. simplesmente acreditar. pois se tudo ainda está uma confusão total, talvez seja porque a tão esperada solução ainda não tenha chegado.

aí você escolhe: apenas esperar ou se mexer para onde o vento soprar?

terça-feira, 16 de junho de 2009

egoísmo coletivo


sábado, 16 de maio de 2009

separ-ação

Eu,
sozinha
a vagar.

Um dia, um lugar.
A noite chega.
O frio aumenta.

Eu,
sozinha
a vagar.

Você?
Já não sei.

A distância, nos separa.
O medo nos consome.
A dúvida é traidora.

Você?
Já não sei.

Nossas vidas então se afastam.
Os caminhos se alargam.
Eu volto a ser eu.
E você a ser só você.

sábado, 18 de abril de 2009

involuntarismo

Me sinto muita vezes invadida por palavras e seus respectivos significados. Cercada, e obrigada a exteriorizar isso de alguma maneira: escrevendo. Mas ao pegar o papel e a caneta, essas palavras não fluem. Não se soltam e não se deixam levar pelo fluxo da tinta e pela coerência das frases. Elas preferem continuar salpicadas em meu mundo das idéias, em minha própria coerência subjetiva, no meu inconsciente imaginário.

Acho que um dia, talvez, elas resolvam se "aprisionar" em um parágrafo qualquer e contem tudo o que meu inconsciente de fato deseja revelar. Enquanto isso, me divirto com esses involuntarismo todo...
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